O Almirante
quarta-feira, dezembro 03, 2003
  Lisboa: mais um "Natal dos Hospitais" Chega o Natal, a época com mais "cachet" do ano, e em Lisboa o que é que apetece fazer? Apetece fugir, apetece apanhar um avião e aterrar numa klimtiana Viena, por exemplo. Apetece percorrer aquelas ruas com decorações magníficas; apetece visitar os pequenos mercados de Natal, mais as lojas fantásticas que vão fazendo dos vienenses gente bonita e bem vestida (cuja média de peles e "lodens" por m2 só perde para a dos autócones milaneses...) Apetece lanchar num daqueles cafés, únicos no mundo; comendo um "apfelstrudel" com colher-de-sopa; ou uma "sacher torte" na sala de veludo vermelho do hotel homónimo. Enfim, civilização e bom gosto, algo que fica a bem mais dos pouco mais de 2.000km de distância física... algo a que os habitantes médios desta "Terra Média" (afinal de contas, Peter Jackson bem que poderia ter filmado algumas das personagens da trilogia tolkieniana aqui pelas berças, pois "orcs", "hobbits" e "gollums" é coisa que não falta...) nem mesmo já velhos decrépitos poderão fazer ou dizer aos seus netos que fizeram. É pena, muita pena ter que fazer sofrer os nossos tímpanos com a musiquinha pirosa que salta dos altifalantes do Chiado, aturar a má-criação e a péssima qualidade dos nossos pseudo-cafés, chafurdar nas poças e buracos da nossa calçada sempre em bolandas, ou ter que levar na retina com os aparvalhados outdoors do regime santanês. Koss koss
Ondina 
quarta-feira, novembro 26, 2003
  Manobras de diversão Comoventes as palavras do PR para com o nosso Paulinho. É bom ver que as coisas estão a andar na Defesa (haja pelo menos um Ministério que ande!) e que mesmo os (in)suspeitos do costume dão o braço a torcer. Mais engraçado vai ser ver o generalíssimo (safa, que blasfémia!) Loureiro ter que fazer uma manobra-de-diversão nos seus futuros comentários acerca do estado das FA, uma vez que será de mau tom insistir no fogo cruzado, desde a trincheira da oposição. De agora em diante, é de crer sinceramente que o dito cujo passe a ser um fiel seguidor da nova política de defesa, tendo que ir a novo chapeleiro, mais consentâneo com o detentor da pasta, de modo a substituir o seu inseparável boné de tweed rafeiro, por um, digamos ... Borsalino, quem sabe?
Ondina
 
segunda-feira, novembro 24, 2003
  Oh, Senhor! Aleluia! Aleluia! Alguém me poderá dizer em que cinema se encontra a nova igreja, a igreja da andorinha? Aquela do reverendo Monteiro? Ouvi dizer que fazem milagres, milagres como parecerem novos; milagres como serem de direita e de esquerda; milagres como não quererem tachos; milagres como renunciarem aos patrocínios de empresas; milagres como acharem que Portugal os quer para alguma coisa. Mas, enfim, que fazer se as seitas são mesmo assim?!!
Ondina 
segunda-feira, outubro 20, 2003
  Robbie, obrigado! Um grande espectáculo, o de Robbie Williams, ontem à noite, em Lisboa. Sempre em crescendo, e com o público a seus pés desde o primeiro acorde, Robbie encantou os milhares e milhares onde me incluí. Autêntico "animal de palco", Robbie é de facto um fenómeno, genuinamente simpático e sem reservas. Músicas de abanar ou de embalar, conforme a ocasião, o "show" foi tremendamente rápido a chegar ao fim. Pena foi que alguns temas ficassem pelo caminho. Talvez para a próxima, brevemente, if you please!
Ondina 
quinta-feira, setembro 25, 2003
  O Pacheco contra o Pereira ? Sublimes intervenções, as do Pacheco Pereira, acusando Portas de se travestir de Le Pen. Frenético que nem uma virgem alvoraçada com a perspectiva de coito próximo, o Pacheco clama contra a xenofobia e o racismo. É mais um, a juntar ao José Falcão e ao Francisco Louçã. Todos dispostos a partilhar os seus humildes tugúrios - e a ajudar na alimentação e vestuário - com mais três ou quatro imigrantes argelinos, marroquinos, senegaleses, paquistaneses, chineses, romenos, moldavos ou ucranianos - julgo eu ! Só assim seria possível ter esse Portugal aberto à imigração, com mais um ou dois milhões de trabalhadores sem emprego nem casa, mas com tecto, alimento e vestuário.

As "pachequices" e "louçarices" histéricas, sempre que se fala de controle e limitação da imigração, roçam o caricato. "Olha o Le Pen, olha o Le Pen" - gritam, a voz esgarçada em tremeliques, as mãos postas ao Céu - os joelhos em terra, presume-se... - invocando um Deus Cristão que os livre das influências dessa besta inominável que os eleitores franceses levaram à segunda volta das presidenciais.
Mas se as tiradas de Louçã e da Bosta de Esquerda têm o necessário e devido desconto clínico, já o Pacheco me preocupa mais. Não fuma charros, não saltita em volta de pré-adolescentes "pirçadas" a bater em "djambés", nos eventos político-culturais da agremiação de "tássebem" que é base eleitoral do Francisquinho. Pacheco ensaia as suas catilinárias entre Bruxelas e a Marmeleira, com o tom de "frequent flyer" habituado a papar milhas como os votantes do BE papam charros.

Mas Pacheco dá para dois lados: ora se põe à janela da sua casa de Bruxelas, ora se debruça do varandim da sua habitação na Marmeleira. E vê coisas distintas.
Quando se debruça na Marmeleira, vê o espírito sinistro de Le Pen a penetrar em Paulo Portas, a transfigurá-lo, a engrossar-lhe a voz, a rasgar-lhe os gestos, com o ódio aos imigrantes a escorrer-lhe dos cantos da boca.

Quando se põe à janela da sua casa de Bruxelas, num "velho bairro bruxelense, classificado como monumento de interesse local", o Pacheco pergunta: "Mas onde estão os belgas?" Não estão. O que assusta o Pacheco ! No seu bairro em Bruxelas, no dia que inspirou estas linhas ao Pacheco, "não havia belgas - o que seria de esperar - mas também não havia portugueses, nem espanhóis, nem gregos, mas apenas árabes".

E continua o Pacheco:"Nesse dia de sol, os portugueses, os espanhóis, os gregos, assim como os belgas sentem que o espaço público do bairro já não lhes pertence e que as ruas lhes são também hostis".
Para não incomodar mais, vou directo ao final:"Agora estes árabes que não querem ser europeus, nem alemães, nem franceses, nem belgas chegam a uma Europa que não tem uma forte mobilidade social como os EUA - efeitos perversos do "modelo social europeu" - e estão condenados a permanecer num limbo entre dois mundos. É uma receita para o desastre."

in Jornal Público, dia 6 de Junho de 2002

Comentário final: FORÇA PACHECO !!!!!


Almirante Reis
 
terça-feira, setembro 23, 2003
  Venha a Lisboa, venha ver Parques de Estacionamento!?? Acabámos de saber todos, via declarações de responsáveis da CML, que Lisboa tem uma nova atracção turística na manga: parques de estacionamento!!! É uma ideia «genial», a de implementar nos bairros históricos (!) projectos espelhados, artilhados e muito mais «ados», de imberbes arquitectos, como forma de atrair o turismo. Isso e a «forte» adesão ao Dia Europeu Sem Carros, mais o sabermos que Siza Vieira ficou com mais Lisboa para «esterilizar», deixa-nos a todos radiantes com a forma como os destinos da nossa Lisboa têm sido geridos. Como se viu na última visita que nos fez, já faltou mais para Gehry nos dizer «bye-bye»...
Ondina 
segunda-feira, setembro 15, 2003
  Marcelo, o nosso leitão de estimação Não há dúvida que o sibilino Prof.Marcelo é figura incontornável da «soirée» dominical, não da TVI mas de toda a TV nacional, estrangeira e extra-terráquea. (oh, como te percebo Pedrinho ... já estás K.O. ó Pacheco!). Mas eis que neste Domingo a coisa foi ainda mais impagável: houve direito a leitão da Bairrada em cima da mesa, em directo e tudo. Publicidade ao Nélson dos Leitões (já foste, ó Pedro!) e só faltou mesmo um vinhito gasoso ... mas aí o Prof., ao que parece, confrade dos vinhos da Bairrada, não quis abusar da posição dominante e omitiu qual o vinho mais apropriado ... "está nos bastidores" - disse ao fim. Duas perguntas enviesadas: será que o leitão era alguma analogia indecorosa a algum porco da concorrência? E para a semana, será que vamos ter uma «ave de arribação» em cima da capoeira, oops, da mesa?
Ondina 
"O Almirante" é um blog colectivo onde um grupo de indígenas imbuídos do "novo patriotismo" de que falou o dr. Jorge Sampaio, no dia 10 de Junho de 2003, tudo fará para que esta Pátria não seja o último refúgio dos pulhas, como dizia Oscar Wilde

ENVIAR COMENTARIOS PARA: O Almirante

ARCHIVES
06/01/2003 - 07/01/2003 / 07/01/2003 - 08/01/2003 / 08/01/2003 - 09/01/2003 / 09/01/2003 - 10/01/2003 / 10/01/2003 - 11/01/2003 / 11/01/2003 - 12/01/2003 / 12/01/2003 - 01/01/2004 /


Powered by Blogger